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Moeda de prata, 5th Thaler of Europe – Paul-Henri Spaak (1973)

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5th Thaler of Europe – Paul-Henri Spaak (1973)

Referência: Numista N# 130909


Dados Numismáticos

  • Série: Europa Taler
  • Emissão: 5th Thaler of Europe – 5º Thaler da Europa
  • Homenageado: Paul-Henri Spaak (1899–1972)
  • Ano: 1973
  • Tipo: Emissão medalística comemorativa / moeda de fantasia
  • Metal: Prata 925‰
  • Peso: 25,93 g
  • Diâmetro: 40,0 mm
  • Espessura: 2,6 mm
  • Orientação: Medalha (↑↑)

Descrição Numismática

Série: Quinta emissão da série Europa Taler, dedicada a importantes personalidades relacionadas à reconstrução política e à integração da Europa após a Segunda Guerra Mundial. Esta emissão homenageia o estadista belga Paul-Henri Spaak, considerado um dos pioneiros da integração europeia.

Anverso: Grande letra estilizada “E”, representando a Europa, cercada por estrelas e elementos ornamentais. Ao redor aparece a denominação da quinta emissão em diferentes idiomas europeus.

FÜNFTER EUROPA TALER
CINQUIEME ECU EUROPEEN
QUINTO SCUDO EUROPEO

E

Reverso: Retrato do estadista belga Paul-Henri Spaak, acompanhado por seu nome e pelos anos de nascimento e morte. A indicação 925 registra o teor da prata.

PAUL-HENRI SPAAK
1899 – 1972
925

O Quinto Europa Taler

Emitido em 1973, o quinto Europa Taler homenageia Paul-Henri Spaak e dá continuidade à sequência de estadistas escolhidos para representar o processo de reconstrução e integração europeia.

As primeiras cinco emissões homenagearam Robert Schuman, Konrad Adenauer, Alcide De Gasperi, Winston Churchill e Paul-Henri Spaak, formando uma interessante galeria de personagens ligados à transformação política da Europa no pós-guerra.

Com Paul-Henri Spaak, o Europa Taler chegava à sua quinta emissão reunindo alguns dos principais nomes associados à reconstrução, reconciliação e integração política da Europa após a Segunda Guerra Mundial.

Paul-Henri Spaak

Paul-Henri Charles Spaak nasceu em 1899, na Bélgica, e tornou-se uma das personalidades mais influentes da diplomacia europeia do século XX.

Ao longo de sua extensa carreira, ocupou diversas vezes o cargo de Ministro das Relações Exteriores da Bélgica e também exerceu a função de primeiro-ministro.

Sua atuação ultrapassou amplamente a política interna belga. Spaak participou diretamente da criação e do desenvolvimento de algumas das principais instituições internacionais surgidas após a Segunda Guerra Mundial.

Por essa atuação, é frequentemente incluído entre os grandes pioneiros da integração europeia.


A Europa Depois da Segunda Guerra Mundial

Quando a Segunda Guerra Mundial terminou em 1945, grande parte da Europa encontrava-se devastada.

Além da reconstrução econômica, havia um problema político fundamental: criar mecanismos capazes de impedir que as rivalidades nacionais provocassem uma nova guerra no continente.

Uma geração de estadistas passou então a defender instituições internacionais permanentes que obrigassem os países europeus a cooperar econômica e politicamente.

Spaak tornou-se um dos principais representantes dessa corrente.


O Benelux

Antes mesmo do fim da guerra, Bélgica, Países Baixos e Luxemburgo começaram a desenvolver um projeto de integração econômica que daria origem ao Benelux.

O nome resulta da combinação das primeiras sílabas de Belgique/België, Nederland e Luxembourg.

A experiência demonstrou que países relativamente pequenos poderiam eliminar barreiras econômicas e coordenar políticas comuns, funcionando como uma espécie de laboratório para projetos europeus posteriores.

O Benelux antecipou em escala regional várias ideias que posteriormente seriam aplicadas à integração europeia: redução de barreiras, cooperação econômica e criação de instituições comuns.

Primeiro Presidente da Assembleia Geral da ONU

Spaak também ocupa um lugar importante na história das Nações Unidas.

Em 1946, foi eleito presidente da primeira sessão da Assembleia Geral da ONU, realizada logo após a criação da organização.

A escolha demonstrava o prestígio internacional adquirido pelo diplomata belga no imediato pós-guerra.

Assim, sua trajetória esteve ligada simultaneamente à construção de novas instituições mundiais e ao desenvolvimento da integração regional europeia.


Conselho da Europa

Spaak participou também do movimento que levou à criação do Conselho da Europa, fundado em 1949.

A instituição foi criada para promover cooperação entre os países europeus, especialmente nas áreas de democracia, direitos humanos e Estado de Direito.

Spaak tornou-se presidente da Assembleia Consultiva do Conselho da Europa, reforçando sua posição entre os principais defensores da cooperação continental.


Da CECA a uma Europa Mais Integrada

Em 1951, seis países – Bélgica, França, Alemanha Ocidental, Itália, Luxemburgo e Países Baixos – criaram a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço – CECA.

A instituição colocou setores estratégicos das economias nacionais sob administração comum.

Mas alguns líderes europeus, entre eles Spaak, desejavam avançar além da integração apenas do carvão e do aço.

A proposta seguinte seria construir um verdadeiro mercado comum europeu.


O Relatório Spaak

Em 1955, durante a Conferência de Messina, os seis países da CECA decidiram estudar novas formas de aprofundar a integração econômica.

Foi criado um comitê presidido por Paul-Henri Spaak.

O trabalho resultou no chamado Relatório Spaak, apresentado em 1956, que estabeleceu importantes fundamentos para a criação de um mercado comum e para a cooperação no setor de energia nuclear.

O Relatório Spaak foi um dos documentos decisivos na passagem de uma Europa integrada apenas em setores específicos para a ideia muito mais ampla de um mercado comum europeu.

Os Tratados de Roma

As propostas desenvolvidas pelo comitê de Spaak contribuíram diretamente para as negociações que resultaram nos históricos Tratados de Roma, assinados em 25 de março de 1957.

Os tratados criaram a Comunidade Econômica Europeia – CEE e a Comunidade Europeia da Energia Atômica – Euratom.

A CEE estabeleceu as bases para a progressiva criação de um mercado comum entre seus membros, reduzindo barreiras comerciais e ampliando a integração econômica.

Essas instituições seriam fundamentais para o desenvolvimento posterior da atual União Europeia.


Spaak e a OTAN

A carreira internacional de Spaak não se limitou às instituições europeias.

Entre 1957 e 1961, exerceu o cargo de Secretário-Geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte – OTAN.

Sua atuação ocorreu em plena Guerra Fria, período em que a Europa Ocidental estava profundamente envolvida na disputa estratégica entre Estados Unidos e União Soviética.

Essa trajetória demonstra a amplitude de sua carreira: Spaak participou tanto da construção econômica e política europeia quanto da organização da estrutura de segurança do bloco ocidental.


Schuman, Adenauer, De Gasperi e Spaak

Paul-Henri Spaak pertence à mesma geração de estadistas europeus de Robert Schuman, Konrad Adenauer e Alcide De Gasperi.

Cada um desempenhou funções diferentes, mas todos compartilharam a ideia de que a paz europeia dependeria da criação de instituições permanentes de cooperação.

Schuman e Adenauer tornaram-se símbolos da reconciliação franco-alemã; De Gasperi representou a participação italiana no projeto; e Spaak teve papel particularmente importante na elaboração institucional e econômica do futuro mercado comum.

Se Schuman ficou associado ao primeiro passo da integração e Adenauer à reconciliação franco-alemã, Spaak tornou-se especialmente ligado à transformação dessas ideias em estruturas concretas para um mercado europeu comum.

1973 – Um Ano Simbólico para a Europa

Esta quinta emissão do Europa Taler é datada de 1973, apenas um ano após a morte de Paul-Henri Spaak.

O mesmo ano marcou também a primeira ampliação da Comunidade Econômica Europeia.

Em 1º de janeiro de 1973, Reino Unido, Irlanda e Dinamarca juntaram-se aos seis membros fundadores, elevando a comunidade para nove países.

A expansão demonstrava que o projeto iniciado por figuras como Spaak estava deixando de ser uma experiência restrita aos seis fundadores para assumir dimensão cada vez mais continental.

Paul-Henri Spaak morreu em 1972. No ano seguinte, quando este Europa Taler foi emitido em sua homenagem, a Comunidade Econômica Europeia realizou sua primeira expansão, passando de seis para nove países.

O “E” da Europa

O anverso utiliza novamente a grande letra E como símbolo central da série.

A denominação aparece em diferentes idiomas e recupera três antigas tradições monetárias europeias:

EUROPA TALER – tradição germânica
ECU EUROPEEN – tradição francesa
SCUDO EUROPEO – tradição italiana

A combinação dessas denominações em uma única peça expressa a própria proposta do Europa Taler: utilizar elementos da antiga diversidade monetária europeia para representar simbolicamente uma nova identidade continental.


Antes do Euro

Quando esta peça foi produzida, em 1973, cada integrante da Comunidade Econômica Europeia ainda utilizava sua própria moeda nacional.

Francos, Marcos, Liras, Florins e outras unidades continuariam circulando durante décadas.

O Euro somente surgiria como moeda escritural em 1999, com cédulas e moedas entrando em circulação em 2002.

O Europa Taler pertence, portanto, a uma fase em que a ideia de uma identidade monetária europeia ainda possuía caráter essencialmente simbólico.


Uma Emissão Medalística

Apesar das denominações Taler, Écu e Scudo, esta peça não foi moeda oficial de circulação.

Trata-se de uma emissão medalística comemorativa / moeda de fantasia, produzida para colecionadores dentro da série Europa Taler.

Seu interesse está especialmente na sequência de personagens escolhidos e na documentação numismática de um período em que a integração europeia ainda se encontrava em suas primeiras décadas.


Curiosidades

  • Esta é a 5ª emissão da série Europa Taler.
  • Homenageia Paul-Henri Spaak (1899–1972).
  • Spaak foi várias vezes Ministro das Relações Exteriores e também primeiro-ministro da Bélgica.
  • Foi presidente da primeira sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.
  • Participou do desenvolvimento do Benelux.
  • Teve importante atuação no Conselho da Europa.
  • Presidiu o comitê responsável pelo célebre Relatório Spaak.
  • O relatório ajudou a preparar os Tratados de Roma de 1957.
  • Os Tratados de Roma criaram a Comunidade Econômica Europeia e a Euratom.
  • Spaak foi Secretário-Geral da OTAN entre 1957 e 1961.
  • É considerado um dos principais pioneiros da integração europeia.
  • A emissão ocorreu em 1973, apenas um ano após sua morte.
  • Em 1973 ocorreu também a primeira expansão da Comunidade Econômica Europeia.
  • A peça apresenta teor de prata 925‰.
  • Apesar do nome “Thaler”, trata-se de uma emissão medalística comemorativa, não moeda oficial de circulação.
O 5th Thaler of Europe de 1973 homenageia Paul-Henri Spaak, estadista belga cuja atuação ajudou a transformar o ideal de uma Europa cooperativa em instituições concretas. Do Benelux às Nações Unidas, do Relatório Spaak aos Tratados de Roma e à OTAN, sua trajetória atravessa alguns dos principais projetos políticos que reorganizaram a Europa após a Segunda Guerra Mundial.

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