Invista em nossas moedas de ouro e prata, que além de garantirem uma rentabilidade segura, oferecem uma riqueza cultural inestimável. Cada peça conta uma história única, refletindo momentos importantes da história mundial. Ao adquirir nossas moedas, você preserva um pedaço da história e enriquece sua vida financeira e cultural.
Referência: KM# 307
Anverso: Escudo das armas portuguesas encimado pela Coroa Real. A data 1815 aparece dividida aos lados da coroa e o valor 960 encontra-se à esquerda do escudo. Sobre o escudo foi posteriormente aplicado o carimbo apócrifo “CIARA”.
JOANNES · D · G · PORT · P · REGENS · ET · BRAS · D
1815
960
Reverso: Esfera armilar sobreposta à Cruz da Ordem de Cristo. A letra B, correspondente à Casa da Moeda da Bahia, aparece na parte superior, entre a cruz e a legenda.
STAB · SUBQ · SIGN · NATA
B
A marca monetária B, correspondente à Casa da Moeda da Bahia, encontra-se encoberta pelo carimbo aplicado sobre a moeda. Entretanto, a origem baiana pode ser identificada por características do próprio cunho, especialmente pelos elementos em formato triangular presentes nos cantos da esfera armilar. Nas emissões da Casa da Moeda do Rio de Janeiro, identificadas pela letra R, esses mesmos elementos apresentam formato trapezoidal.
Atenção!!! O carimbo Ceará foi criado para reduzir em 50% o valor das moedas de cobre de 80, 40 e 20 Réis coloniais e imperiais, procurando evitar a saída dessas moedas da Província. Existem relatos e exemplares atribuídos a aplicações equivocadas do carimbo sobre moedas de prata. Entretanto, à medida que esses supostos exemplares passaram de “alguns” para “diversos”, tornou-se amplamente aceita no meio numismático a interpretação de que os carimbos “Ceará” encontrados sobre moedas de 960 Réis não possuem autenticidade comprovável. Sendo assim, para efeitos de compra e venda, este exemplar deve ser considerado como uma moeda-base verdadeira, porém com carimbo falso, assim como os demais carimbos “Ceará” encontrados sobre 960 Réis.
A distinção é importante: a classificação como falsa refere-se exclusivamente ao carimbo “CIARA”. A moeda de 960 Réis utilizada como base é comercializada neste lote como autêntica.
Os chamados carimbos Ceará constituem um capítulo bastante peculiar da história monetária brasileira.
Foram empregados sobre moedas de cobre com a finalidade de reduzir seu valor nominal pela metade e restringir sua saída da Província do Ceará, em um período marcado por dificuldades de circulação monetária.
Dessa forma, moedas originalmente avaliadas em 80, 40 e 20 Réis passavam a circular localmente por valores reduzidos.
A aplicação histórica desses carimbos sobre cobre é conhecida e estudada pela numismática brasileira. A situação é muito diferente, porém, quando inscrições semelhantes aparecem sobre grandes moedas de prata de 960 Réis.
Ao longo do tempo surgiram no mercado exemplares de 960 Réis apresentando carimbos atribuídos ao Ceará, inclusive com diferentes formas, tamanhos e grafias.
Uma explicação tradicional sugeria que alguns deles poderiam ter resultado de aplicações equivocadas ou excepcionais dos punções utilizados nas moedas de cobre.
O problema está justamente na quantidade de exemplares que posteriormente apareceu no mercado e na impossibilidade de estabelecer, com segurança, uma cadeia histórica capaz de autenticar individualmente essas aplicações.
Por essa razão, a postura comercial mais prudente é não atribuir qualquer autenticidade ou valorização ao carimbo.
Neste lote, nenhum acréscimo de valor é atribuído ao carimbo “CIARA”. A avaliação comercial considera exclusivamente a moeda de 960 Réis utilizada como base.
As grandes moedas de prata de 960 Réis ficaram popularmente conhecidas como Patacões e estão entre as moedas mais características do Brasil no início do século XIX.
Sua história está diretamente relacionada à intensa circulação das moedas espanholas de 8 Reales no comércio internacional.
Muitas dessas moedas estrangeiras foram utilizadas como discos monetários para a produção dos 960 Réis brasileiros. A nova cunhagem era aplicada diretamente sobre a moeda anterior, processo conhecido como recunhagem.
Por esse motivo, diversos Patacões preservam vestígios do desenho da moeda-base sob a cunhagem brasileira.
Os 960 Réis são particularmente interessantes porque muitas peças preservam uma verdadeira “moeda escondida” sob a cunhagem brasileira: fragmentos das legendas, datas ou desenhos da moeda estrangeira originalmente utilizada como disco.
O ano de 1815 possui significado especial na história do Brasil.
Desde 1808, a Corte portuguesa encontrava-se instalada no Rio de Janeiro após sua transferência para a América em consequência das invasões napoleônicas de Portugal.
Em dezembro de 1815, o Brasil foi elevado à condição de reino, formando oficialmente o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.
A mudança representou uma transformação extraordinária na posição política do território brasileiro dentro da monarquia portuguesa e antecedeu em apenas alguns anos o processo que culminaria na Independência de 1822.
O ano de 1815 marcou a elevação do Brasil de colônia a reino. Poucos anos depois, em 1822, D. Pedro proclamaria a Independência e se tornaria o primeiro imperador do Brasil.
A letra B identifica a Casa da Moeda da Bahia, uma das mais importantes oficinas monetárias do Brasil Colonial.
Salvador havia sido a primeira capital do Brasil e permaneceu durante séculos como um dos principais centros econômicos e comerciais da América Portuguesa.
A Casa da Moeda da Bahia participou intensamente da produção dos grandes valores de prata utilizados no comércio brasileiro.
Embora o carimbo deste exemplar seja considerado falso, ele ainda documenta um fenômeno conhecido do próprio mercado numismático: a criação posterior de marcas inspiradas em carimbos históricos autênticos.
Esse tipo de peça também demonstra por que a análise numismática deve separar cuidadosamente a autenticidade da moeda-base da autenticidade de intervenções realizadas posteriormente sobre ela.
Uma moeda genuína pode receber, décadas ou séculos depois, um carimbo, gravação ou outra modificação sem qualquer relação com sua circulação original.
Autenticidade da moeda e autenticidade do carimbo são questões independentes. Neste exemplar, considera-se verdadeira a moeda-base de 960 Réis e falso o carimbo “CIARA”.
Importante: este lote é comercializado considerando-se autêntica exclusivamente a moeda-base de 960 Réis 1815B. O carimbo “CIARA” é considerado falso e não recebe qualquer atribuição de autenticidade ou valorização comercial. O comprador deve avaliar a peça como um 960 Réis genuíno que recebeu posteriormente um carimbo não autêntico.
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