Definição
A moeda é o conjunto das gravações em um lingote ou disco metálico, que caracterizam um padrão de valor emitido com símbolos próprios garantindo o seu toque e peso, pela autoridade suprema da nação a que pertence.
Quanto à fabricação, as moedas podem ser:
- Cunhadas, as que procedem de um cunho;
- Fundidas, moldadas ou modeladas, quando obtidas por molde;
- Forrada ou folheada (Fourrée), é a que tem âmago de metal inferior, cobre ou ferro e está revestida de uma capa de ouro ou prata, dando a impressão de na realidade serem moedas cunhadas nestes metais. Por este motivo os soldados romanos ao receberem o seu soldo, tinham por hábito serrar o bordo das moedas e é este o motivo do aparecimento das moedas serradas "nummo serrato".
- Incusa, é a moeda moldada cujo tipo do reverso é o mesmo do anverso (baixo relevo), aparecendo convexa de um lar do e côncava do outro.
- Engastada, é a moeda ou medalha cunhada em disco formado por dois metais diferentes, engastados um no ouro.
Quanto às peças cunhadas, temos ainda os seguintes termos de classificação para as moedas como recunhada, contramarcada ou carimbada, estalada, rebatida ou amassada, anômala, heteróclita ou híbrida, como explicaremos abaixo.
Partes de uma moeda
As moedas são compostas com diversas partes, onde é necessário entender o que significado cada parte para compreender melhor sua história.
- Valor de uma moeda: Varia conforme o aspecto em que ele se apresenta; assim ela pode ter valores diferentes conforme o ponto de vista nominal, intrínseco, facial, estimativo e equivalente.
- Anverso: É a face principal da moeda, onde aparecem as figuras das divindades, efígies dos soberanos, letreiros mais importantes como o nome do país, o nome do Estado a que a moeda pertence.
- Reverso/Avesso/Revés/Verso: É designação antiga e pouco usada para dizer "reverso". É o lado de importância secundária da moeda, oposto ao anverso e cujos elementos constituem a continuação das legendas do anverso com os atributos acessórios, tais como o valor, a data, etc.
- Busto: Às vezes, é a cabeça do imperador, e um dos principais elementos figurativos da moeda. O lado do busto é o anverso da moeda e conforme a posição que se apresenta, temos:
- De frente;
- À direita, quando voltado para a direita do observador;
- À esquerda, quando voltado para a esquerda do observador;
- Conjugados, quando dois bustos se sobrepõem parcialmente no mesmo sentido;
- Fronteiros, quando dois bustos olham um para o outro;
- Opostos, quando dois bustos estão de costas voltadas um para o outro.
A figura do soberano encontra-se também de corpo inteiro, revestindo três formas:
- De pé;
- Sentado;
- A cavalo.
Curiosidade: Os bustos das moedas do Reino Unido invertem em cada troca de reinado. Por exemplo, as moedas de Elizabeth II são todas voltadas à direita, já a do rei Charles III são todas voltadas à esquerda.
- Campo: É a parte que fica circundada pela legenda e onde está inscrito o tipo ou ainda o espaço vazio, liso, a que se poderia chamar fundo, entre o tipo e a legenda.
- Orla/Garfila: Termo arcaico para designar orla. É a extremidade da moeda junta ao bordo, o que por vezes é assinalado por um círculo liso ou uma cercadura pontuada. Orlada é a moeda que depois de cunhada, se lhe aplicou uma "nova orla".
- Numerário: É a designação do valor econômico corrente da moeda.
- Marquilha: É a indicação do valor da moeda representada por letras. (LXXX = 80 réis, XX = 20 réis e nas moedas romanas o "V" para o quinário e o "X" para o denário.
- Corpo ou Relevada: É o conjunto da gravação monetária. Moeda encorpada é a que apresenta o relevo muito pronunciado, pelo que também se diz relevada.
- Relevo: É a saliência para a gravação que a moeda apresenta; nos exemplares gregos, os relevos são de rara beleza.
- Módulo ou Tamanho: É expressão antiga para designar o diâmetro da moeda ou da medalha; o módulo é hoje apreciado em milímetros; usaram-se escalas mais ou menos perfeitas para determinar o diâmetro das moedas, sendo as mais conhecidas a de Mionnet, a de Neumann e a de Appel. Os ingleses medem-nas em linhas ou fracções de polegadas.
- Bordo: É a espessura da moeda; pode ser liso ou coberto de pequenos sulcos paralelos denominados serrilha, diminutivo de serra, ou vulgarmente sarrilha, que tem por fim evitar o cerceio. Quando os sulcos tomam grandes proporções, de modo a deixarem entre si dentes bem distintos, a moeda chama-se denteada ou denticulada — a que os romanos designavam por "nummus serratus". Grosso, foi a designação de antigamente de certos reais de prata do reinado de D. Afonso V., devido a espessura da moeda;
- Serrilha: É a gravação feita no bordo das moedas para as preservar do cerceio. Tira o seu nome de "serra", pela semelhança desta com a configuração dos sulcos feitos no bordo da moeda.
A serrilha apresenta várias modalidades, podendo ser estriada verticalmente, obliquamente à direita ou à esquerda. Quando o bordo é marcado com linhas ou filetes muito leves, impressos no sentido longitudinal, é denominado "azulado" (azuré dos franceses). A serrilha pode ter ainda a forma de cordão ou torçal; às vezes se apresenta com um sulco longitudinal, tendo ou não pequenos traços verticais de um e outro lado do sulco, em torno do bordo, dando ideia de um verme; a serrilha tulipada com ornatos em forma de tulipas; serrilha floreada, também chamada folhuda ou em espinha de peixe; serrilha em forma de aspas; serrilha em forma de xadrez; em arruelas ligadas umas às outras; a serrilha denominada de corda de poço, serrilhas com inúmeros desenhos e ainda serrilha com inscrições.
- Encordoada: Diz-se da moeda que depois de cunhada levou cordão, isto é, uma serrilha em forma de cordão ou encordoada, para a preservar do cerceio. Se empregou especialmente no reinado de D. João V, para substituir a primitiva e singela serrilha.
- Rebordo: É a saliência circular junto ao bordo que preserva a gravação da moeda quando ela assenta numa superfície lisa ou é empilhada.
- Epígrafe/Inscrição/Legenda/Letreiro: É o conjunto de letras isoladas, sigladas ou formando palavras e algarismos que figuram na moedagem. Vulgarmente lhe chamam também legenda. Conforme a posição da escrita na moeda, assim se denomina:
- Legenda quando ocupa a orla;
- Inscrição quando em linhas horizontais no campo;
- Epígrafe se faz parte do próprio tipo da moeda e dentro de qualquer emolduramento.
- Monograma: Conjunto de letras entrelaçadas formando um só bloco e sendo por vezes as iniciais de várias palavras que constituem um nome de pessoa ou uma frase consagrada.
- Sigla: É a letra isolada que constitui a inicial de um nome.
- Símbolo: É a representação figurada de uma ideia, pessoa ou coisa constituindo uma linguagem gráfica que desempenha na arte monetária, função de grande importância.
- Sinal de lavramento/Sinal Oculto: Ou sinal indicativo do lavramento, são pequenos sinais que aparecem no campo das moedas; na Idade Média, serviam para referendar a que lavramento/fábrica/moedeiros dizia respeito determinada moeda.
- Cruzes: É expressão popular para designar o reverso.
- Verônica e Venera: Medalhas antigas com propósitos religiosos.
- Medalhão: Medalhas de tamanho significativo, tradicionalmente acima de 7,5 mm.
- Cantonada: É a expressão corrente na descrição de uma moeda para dizer que, nos quatro cantos duma cruz, por exemplo, ela é cantonada por quatro florões.
- Escala: Era um gráfico pelo qual antigamente se determinavam os módulos ou diâmetros das moedas.
- Eixo horizontal e Eixo Vertical: É uma linha imaginária que se supõe passar no sentido horizontal ou vertical, pelo centro da moeda, para indicar a relação entre si da posição dos dois cunhos: anverso e reverso.
- Cercadura granulada ou pontuada (Grenetis): É o círculo ou circuito de pontos ou grânulos que forma uma circunferência em volta do tipo e junto à orla da moeda.
- Contorneada: É a moeda que tem um fundo sulco circular junto à orla contorneando o tipo, como uma moldura. É especialmente na numismática romana que figuram esses exemplares, conhecidos por "medalhões contorneados".
- Arruela: Pequeno anel ou círculo muito empregado na ornamentação monetária.
- Exergo: Pronuncia-se egzérgo. É o espaço junto a orla que fica por baixo do tipo da moeda, no anverso ou reverso e onde geralmente se encontra a data. Às vezes esse espaço é separado por um traço.
Nas moedas romanas o exergo desempenha papel importante na leitura monetária, como o local onde, por via de regra, vem mencionada a oficina monetária, sendo assinalado por um característico traço horizontal que o separa do campo.
- Contorneada: É a moeda que tem um fundo sulco circular junto à orla contorneando o tipo, como uma moldura. É especialmente na numismática romana que figuram esses exemplares, conhecidos por "medalhões contorneados".
- Unifacial: É a moeda cujo disco monetário foi cunhado somente de um lado. Normalmente nos “brakteats”, em outras moedas ficavam lisas.
- Anepígrafa: Muda ou inanimada, moeda sem letreiro algum, sem legenda ou inscrição.
Classificação das moedas
Segue algumas classificações das moedas, que podem valorizar ou desvalorizar a moeda.
- Única: É a moeda que constitui o único exemplar conhecido desse tipo.
- Inédita: É a moeda que ainda não foi publicada, isto é, cujo conhecimento ainda não foi divulgado em qualquer obra.
- Incerta: É a moeda de que se desconhece a época e fim determinado.
- Bíblicas: Moeda que de alguma forma foi citada na Bíblia ou possivelmente utilizada na época.
- Variante: É a moeda que sendo do mesmo tipo daquela com a qual se relaciona, apresenta, contudo, diferenças de pormenor, o que se dá especialmente com referência às moedas batidas pelo antigo sistema do martelo.
- Moeda Corrente e Cursável: Moedas aceitas pela lei e amplamente em circulação.
- Moeda Emergência ou Obsidionais: Ou de necessidade, é a moeda cunhada em circunstâncias anormais, geralmente em tempo de guerra e por vezes para ocorrer às necessidades resultantes de um cerco, donde lhe veio o nome "obsidio" — "obsidionales". Caso dos Florins da invasão holandesa batidas em Recife/PE.
- Efetiva: É a moeda que existe em espécie; oposição à moeda imaginária ou de conta.
- Fictícia/ Imaginária/Moeda de Conta: Também chamada de fictícia ou imaginária, é aquela que não existe objetivamente em espécie, mas tão somente "in nomine". Foi originariamente uma moeda de larga expansão e que embora deixasse de existir como moeda metálica, persistia na contagem do dinheiro, como no caso dos "cruzados", das "coroas" ou dos "réis".
- Senha: Peça geralmente monetiforme que tem tido várias aplicações: senhas de presença, reconhecimento, etc.
- Fiduciária: Moeda que representa e circula com um valor que realmente não tem. É aquela que assenta a sua existência na "fidúcia" ou confiança do Estado.
- Bilíngue: Significa duas línguas; o que em numismática se emprega para designar uma moeda que está escrita em duas línguas, como sucede a determinadas moedas ibéricas com caracteres ibéricos e latinos, o que constituiu um dos melhores subsídios para o estudo interpretativo do alfabeta ibérico.
- Pátina ou verdete: A patina é um processo natural que forma uma camada superficial ao longo do tempo. Na prata escurece o metal. Já no bronze e no cobre é um óxido esverdeado (carbonato de cobre hidratado) que se forma à superfície das moedas, por esse motivo tem o nome de verdete.
- Moeda de Boa Lei: Moeda sem defeitos legais ou de valor duvidoso.
- Moeda falhada: Moeda que apresenta um som choco que denuncia qualquer falha no disco metálico, umas vezes visível, outras vezes interno.
- Rebordada: É a moeda que depois de haver sido cunhada, sofre uma nova operação com o fim de lhe aplicarem um "cordão" ou "serra" sobre o bordo para evitar o cerceio. Também se diz encordoada ou serrilhada, conforme seja um cordão ou serra que lhe tenha sido aplicada. Quando não é oficial, muitas vezes com serrilha fora do padrão original, desvaloriza a moeda.
- Moeda Metálica e Sonante: Moedas reais de metal, diferenciando-se das moedas de papel ou fictícias.
- Moeda Principal e Subsidiária: Principais espécies em contraste com as menores em um sistema monetário.
- Ensaios e Provas: Ensaios, provas e provas de cunho são exemplares de moedas produzidos oficialmente nas oficinas monetárias, porém não destinadas à circulação. Portanto, são emissões limitadas podendo, em alguns casos, tratar-se de peça única.
- Restituída ou Reestrike: É a moeda cujo tipo foi copiado oficialmente, restituída novamente, o que se verifica inúmeras vezes na numismática romana, como homenagem ao passado e algumas austríacas. Não devemos confundi-las com as "moedas imitadas".
- Recunhada: É a moeda em que se vislumbram vestígios de cunhos sobrepostos.
- Sifata (antigamente scyphata): Moeda cujo nome provém da sua forma de taça, ou "scyphus" côncavo-convexa. Esta forma era vulgar nas moedas bizantinas e ao que se julga, para que as delgadas lâminas metálicas com que eram fabricadas, oferecessem maior resistência.
- Incusa: É a moeda cuja gravação aparece convexa de um lado e côncava do outro.
- Quebrada: Moeda de uma liga inferior a um determinado lavramento, o que acontecia quando se quebrava a moeda. O ato de quebrar a moeda consistia no direito que os antigos monarcas tinham de aumentar a diferença entre o valor nominal e o intrínseco, ora sobrecarregando a liga, depreciando a moeda, ora subindo o valor nominal. Antigamente era tão comum o costume dos soberanos quebrarem a moeda ou alçarem a moeda, que tal fato se tornou uma prática inerente ao direito que tinham de cunhar moeda. Tem o mesmo significado quando se diz levantar a moeda, ou como diziam os antigos na língua do Lácio — infractio monetae.
- Cortada: É a moeda que embora se apresente apenas com uma parte da primitiva moeda, se deve considerar com o mesmo interesse como se estivesse inteira, posto que a mutilação tivesse sido uma norma econômico-monetária. Um exemplo, são as balastracas, para circular durante a Guerra do Paraguai de 1867-1870.
- Furada: É a moeda que depois de entrar em circulação, apresenta um orifício atravessando, o que pode aumentar o interesse pela moeda, se esse furo tiver um significado histórico, ou ainda tirar esse interesse se não representar mais do que uma simples mutilação sem significado danificando a peça.
- Tapada: É a moeda na qual foi fechado o furo ficando vestígio de solda.
- Mossa: Vestígio de uma pancada ou pressão forte, que resulta em uma batida. É uma depressão na superfície da moeda causada por queda, impacto, mordida ou contato com outras moedas.
- Cerceamento: Técnica muito utilizada antigamente para retirar/roubar o metal precioso nas laterais das moedas, reduzindo o seu peso. Por esse motivo, inventaram as bordas padrões de modo a verficar as adulterações no momento do recebimento, reduzindo essa pratica ilícita.
- Espíntria: Nome particular de determinadas tésseras romanas, cujas representações obscenas aludiam aos espetáculos a que davam direito de assistir como senha de entrada. Esses espécimes, que não representavam valor monetário, eram designados antigamente por "lascivia nomismata".
- Cravada/Cravejada: É a moeda que sofreu um aumento de peso aposto por um cravo do mesmo metal, colocado no centro da moeda e rebatido sobre ela. Esta operação é peculiar das índias Ocidentais.
Tipos de moedas Anômalas
Um processo de cunhagem completo é dividido em várias etapas, onde cada etapa pode gerar uma anormalidade. Algumas viram variantes, devido a inscrição errada na matriz, entre as famosas podemos citar o “BBASIL” e o “REGENES”. Abaixo alguns exemplos mais comuns de moedas anômalas, que possui algum defeito de fabricação.
- Fim de chapa: Disco Cortado ou Fim de Chapa, popularmente conhecido, é causado por uma falha no sincronismo da máquina que corta os discos, ou quebra do bico da broca, podendo ser:
- Reto, quando o corte ocorre nas extremidades da tira metálica;
- Curvo, quando o corte atinge um espaço já cortado de outro disco;
- Irregular, mais raro de encontrar, quando há imperfeições em algumas das laterais da chapa.
- Boné: Esse erro acontece quando o disco não fica corretamente centrado no cunho e no momento da batida de cunhagem forma esse design que é transferido em ambos os lados da moeda, mas descentralizado.
- Erro de laminação: Resultado de uma moeda cunhada em um disco defeituoso. O disco também pode se tornar defeituoso quando uma sujeira ou impurezas, como poeira de metal ou escória, são presos dentro do metal fundido.
- Cunho Rachado ou sobra de material: Forma uma saliência na moeda, sobrando material, devido ao vazamento do metal pelo cunho rachado ou quebrado.
- Cunho Entupido: Resto de material ficam preso em parte pequenas do cunho não estampando na moeda.
- Heteróclita ou Híbrida: Diz-se da moeda que é feita com elementos diferentes; o anverso com o cunho de uma moeda e o reverso de outra, não passando de uma irregularidade. O mesmo que heteróclita.
- Disco inapropriado: Moeda que é feita com um disco de outro tipo.
- Disco liso: Moeda que não sofreu a batida do cunho.
- Moeda amassada: Ou de cunhos amassados, significa que tem o metal pisado de tal forma, que o seu tipo se apresenta violentamente destruído, "neste lugar o bronze está tão amassado que não se pode ver o resto das letras".
- Apagada: É a moeda cuja gravação de tal modo se puiu, que voltou a seu primitivo estado de chapa. A obliteração pode não ser completa e neste caso a moeda chama-se "gasta", empregando-se também o termo "safada".
- Descentralizada: É a moeda cuja gravação se encontra descentrada em relação ao disco monetário onde ela foi batida.
- Reverso Invertido: É a moeda cujo tipo se encontra invertido em relação à moeda original.
- Reverso Horizontal: É a moeda cujo tipo, ao girar, seu reverso formará um ângulo de 90º de deslocamento em relação à moeda original.
- Reverso Inclinado: É a moeda cujo tipo, ao girar, seu reverso formará um ângulo inclinado de deslocamento em relação à moeda original.
- Pseudo-incusa (Capped Die): É a moeda que por imperfeição na fabricação apresenta o mesmo cunho de ambos os lados, um em relevo e o outro em côncavo, o que se explica quando depois de cunhar uma moeda, ela não chega a ser retirada e sobre ela se coloca outro disco, recebendo assim dos dois lados o mesmo cunho, um dos quais invertido.
- Repetida: É a moeda que por ensaio ou por engano apresenta o mesmo cunho de ambos os lados.
- Batida Dupla ou Ressaltada: É a moeda em que os cunhos se vêm duplicadamente sobre o disco monetário em virtude de duas pancadas por deslocação do disco ou do próprio cunho.
- Estalada/Fendida: É a moeda que apresenta a orla e bordos rachados pela força empregada na cunhagem.
Tipos de moedas com Sobrecarga
A sobrecarga é uma expressão genérica para designar o "carimbo" ou "contramarca". Foram utilizados de diversas formas para regularizar moedas estrangeiras, em revoluções, para alterar o valor nominal e assim por diante. Segue abaixo alguns nomes de sobrecargas.
- Carimbada: É a moeda que depois de haver entrado em circulação sofre um puncionamento parcial, sendo alterada de acordo com um carimbo. Antigamente dizia-se "selada". O carimbo, selo ou marca são expressões genéricas para indicarem qualquer puncionamento que a moeda tenha sofrido, quer para lhe dar curso legal aumentando-lhe o valor ou regularizá-la sob qualquer aspecto. Alguns famosos são os carimbos coroados, de escudete, de 960 Réis(Minas/Cuyaba/Mato Grosso), Piratini e Ceará.
- Contramarca: É a designação do carimbo colocado numa moeda que já fora carimbada para alterar o que fora estabelecido, pelo puncionamento anterior feito pela marca.
- Chop marks: É a designação do carimbo chinês colocado numa moeda estrangeira, comum em 8 Reales, pelos comerciantes ou banqueiros em forma de caracteres chineses estampados ou gravados em moedas para validar o peso, autenticidade e teor de prata da moeda. Possui diversas variedades como furos cônicos ou talhos laterais para teste do material, personagens, símbolos abstratos e mais raramente caracteres em relevo.
Ref.: https://collectprime.com/blog/nomenclatura-numismatica/