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Emissor: Banco Central do Brasil
Fabricante: Casa da Moeda do Brasil
Ano: 1990
Tipo: Reprodução oficial de barra de ouro colonial da Casa de Fundição de Vila Rica
BANCO CENTRAL DO BRASIL · CASA DA MOEDA DO BRASIL · 1990
REPRODUÇÃO DE BARRA DE OURO DA CASA DE FUNDIÇÃO DE VILA RICA
PRATA 900‰
Reprodução oficial em prata 900‰ de uma histórica barra de ouro produzida pela Casa de Fundição de Vila Rica, atual Ouro Preto, Minas Gerais.
A peça foi fabricada pela Casa da Moeda do Brasil em 1990 para o Banco Central do Brasil, reproduzindo não apenas o formato irregular característico dos antigos lingotes coloniais, mas também seus diversos punções de controle, numeração, teor e peso.
O exemplar encontra-se acondicionado em estojo original do Banco Central do Brasil. Na placa interna do estojo aparece a identificação:
“Reprodução de barra de ouro da Casa de Fundição de Vila Rica.”
BANCO CENTRAL DO BRASIL
Na lateral da própria barra encontra-se ainda a inscrição que identifica inequivocamente a reprodução moderna:
“1990 · PRATA 900 · CASA DA MOEDA DO BRASIL”.
A reprodução preserva a aparência de uma autêntica barra colonial, incluindo diversos elementos que originalmente permitiam controlar a procedência, o teor e o peso do ouro.
A reprodução permite observar praticamente como seria uma barra colonial fiscalizada pela Coroa Portuguesa, mas utilizando prata 900 e trazendo na lateral a identificação da Casa da Moeda do Brasil e o ano de 1990.
As barras coloniais não tinham peso uniforme como os lingotes modernos. Cada quantidade de ouro apresentada à Casa de Fundição originava uma barra própria e seu peso precisava ser registrado individualmente.
A inscrição 3 – 3 – 48 representa a massa da barra original segundo o antigo sistema português:
Essas informações, combinadas com o número de registro e o toque do metal, permitiam identificar precisamente cada lingote.
Durante o ciclo do ouro, enormes quantidades do metal extraído em Minas Gerais circulavam inicialmente em pó. Para aumentar o controle sobre a produção aurífera e garantir a arrecadação da Coroa Portuguesa, foram estabelecidas as Casas de Fundição.
O ouro levado a essas instituições era pesado, registrado e submetido ao processo de fundição. Depois da cobrança dos tributos correspondentes, o metal pertencente ao proprietário era transformado em barra.
O lingote passava então pelo ensaiador, responsável por determinar sua qualidade. Recebia posteriormente os diversos punções oficiais contendo informações como número de ordem, ano, procedência, teor e peso.
O mais famoso imposto relacionado à mineração colonial foi o chamado Quinto. Como o próprio nome indica, correspondia a um quinto – 20% – do ouro sujeito à tributação pela Coroa Portuguesa.
As Casas de Fundição permitiram centralizar esse controle. O ouro entregue era registrado e a parcela devida à Coroa era separada antes que o restante fosse transformado em barra e devolvido ao proprietário.
Uma barra colonial não era simplesmente um pedaço de ouro fundido. Seus punções funcionavam como um verdadeiro documento metálico, registrando procedência, controle oficial, pureza e peso.
Vila Rica, atual Ouro Preto, tornou-se um dos principais centros da mineração aurífera brasileira durante o século XVIII.
A enorme produção de ouro de Minas Gerais transformou a região em ponto fundamental da economia do Império Português e levou à criação de uma estrutura administrativa destinada especificamente ao controle do metal precioso.
A Casa de Fundição de Vila Rica integrou esse sistema, recebendo ouro, recolhendo tributos, realizando ensaios e produzindo as barras oficialmente reconhecidas.
As barras legítimas eram acompanhadas por documentação que registrava suas características e comprovava sua regularidade fiscal. Esse sistema permitia conferir os dados gravados diretamente no metal e dificultava a circulação de ouro clandestino.
Por isso, número, peso, teor, data e marcas oficiais encontrados nas barras possuem hoje enorme importância histórica e numismática.
Em 1990, o Banco Central do Brasil promoveu esta reprodução histórica, fabricada pela Casa da Moeda do Brasil em prata 900‰.
Diferentemente de uma réplica comercial moderna, trata-se de uma emissão institucional brasileira, identificada tanto pelo estojo do Banco Central quanto pela gravação existente na lateral da peça.
A escolha da prata permite reproduzir com grande definição os numerosos punções da barra histórica, ao mesmo tempo em que a inscrição lateral distingue claramente a peça comemorativa de uma barra colonial original.
Importante: O exemplar acompanha o estojo original do Banco Central do Brasil apresentado nas fotografias. Não acompanha o certificado original.
Esta emissão reúne duas épocas da história monetária brasileira: reproduz uma barra de ouro do período colonial, com seus antigos sistemas de peso, teor e fiscalização, através de uma peça oficial em prata produzida pela Casa da Moeda do Brasil para o Banco Central em 1990.
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