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Atribuição: Conjunto de quatro pesos zoomórficos em forma de elefante, atribuídos à Burma (Birmânia, atual Myanmar), tradicionalmente conhecidos no colecionismo como “pesos de ópio”.
BURMA · BIRMÂNIA · SÉCULOS XVIII/XIX · 4 ELEFANTES · 161,15 g
Raro conjunto formado por quatro pesos zoomórficos em forma de elefante, apresentados em diferentes dimensões e massas. As figuras possuem corpo compacto e estilizado, tromba projetada à frente e detalhes incisos representando características do animal.
Os quatro exemplares apresentam linguagem estilística semelhante e formam uma interessante série de tamanhos distintos. As superfícies possuem pátina escura, desgaste e marcas de manipulação compatíveis com objetos antigos de caráter utilitário.
O conjunto foi originalmente atribuído à Burma/Birmânia dos séculos XVIII/XIX, sendo destacado como uma rara série composta por quatro elefantes.
Os objetos tradicionalmente chamados de “pesos de ópio” faziam parte dos antigos sistemas de pesagem utilizados na Birmânia e em outras regiões do Sudeste Asiático.
Apesar da denominação consagrada entre colecionadores, antiquários e museus, sua utilização não estava restrita ao ópio. Esses pequenos pesos podiam ser empregados na pesagem de metais preciosos, pedras, medicamentos e diversas mercadorias de valor.
Em mercados e transações comerciais, eram utilizados juntamente com pequenas balanças. Dessa forma, além de instrumentos metrológicos, integravam diretamente o sistema econômico regional.
A expressão “peso de ópio” é uma denominação tradicional do colecionismo. Historicamente, esses objetos eram pesos comerciais de uso mais amplo e não exclusivamente destinados ao ópio.
Uma das características mais fascinantes dos antigos pesos birmaneses é sua produção na forma de animais reais e criaturas mitológicas. Em vez de simples blocos metálicos, os pesos eram transformados em pequenas esculturas.
São conhecidos exemplares representando aves hintha, leões, elefantes, touros e outros animais. Formato, estilo e massa podiam variar conforme o período e o sistema metrológico utilizado.
Essas peças eram normalmente produzidas em ligas de cobre, especialmente bronze, e podiam receber acabamento e ajustes posteriores para adequação do peso.
O elefante possui grande importância histórica e simbólica no Sudeste Asiático. Durante séculos esteve associado ao poder político, às cortes reais, ao transporte, à guerra e às cerimônias.
Sua representação em pesos comerciais demonstra como objetos de uso cotidiano podiam incorporar elementos culturais e simbólicos. Pesos históricos em forma de elefante são conhecidos tanto na Birmânia quanto em regiões culturalmente relacionadas do antigo Sião.
Os pesos em forma de elefante constituem uma das variantes zoomórficas dos antigos sistemas de pesagem do Sudeste Asiático, combinando função comercial e representação artística em pequenos objetos de bronze.
Um dos aspectos mais interessantes deste conjunto é a presença de quatro elefantes de tamanhos diferentes. Os dois menores apresentam massas de 11,90 g e 23,99 g, praticamente uma relação de 1 para 2, enquanto os dois maiores possuem 59,87 g e 65,39 g.
Como diferentes padrões metrológicos coexistiram na região, não é prudente atribuir uma denominação monetária específica a cada exemplar apenas com base em sua massa. O conjunto é preservado como uma série histórica de quatro pesos zoomórficos.
Embora tecnicamente fossem pesos, e não moedas cunhadas, esses objetos participavam diretamente das transações econômicas. Seu papel era determinar a quantidade de mercadoria, metal ou outra substância utilizada em determinada negociação.
Por esse motivo, aparecem frequentemente em coleções de etnografia monetária e protomoedas, ao lado de outros objetos que exerceram funções econômicas antes ou paralelamente à circulação de moedas convencionais.
Reunidos como uma série de quatro tamanhos, estes elefantes representam uma forma singular de instrumento comercial: pequenos pesos metálicos nos quais metrologia, economia e arte zoomórfica se encontram.
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